• 19 de março de 2013 --------------- Deixe um comentário
      Esta semana percebi que todas as mulheres do Facebook decidiram que iam viajar. Na hora percebi que era mais uma corrente com alguma finalidade “socialmente importante”, porém sem nenhum resultado eficaz. Resumindo: na tal corrente você deveria colocar na sua timeline algo como “viajarei para Paris por 16 dias”.
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    O local da tal viagem se refere ao mês do seu aniversário e os dias da viagem é a data do mesmo. O intuito é mobilizar todo mundo a conscientização do câncer de mama. Ok que a galera até lembra que tem que se cuidar lendo essas mensagens (ou não), mas como isso funciona e se isso funciona efetivamente, eu não sei. Ah! Por algum motivo estranho os homens nunca podem ficar sabendo o porquê de colocarem essas coisas na timeline (acho estranho afinal, o câncer de mama não acomete só mulheres).
    De um lado ficam as pessoas que compartilham esse tipo de corrente, do outro as pessoas que reclamam das pessoas que compartilham esse tipo de corrente e bem no meio está uma minoria que fica se perguntando até quando as pessoas migrarão de rede social e não entenderão o real intuito e utilização dela. Se você puxar da memória vai perceber que desde a primeira rede social os relacionamentos e comportamentos no “circulo virtual” teve poucas mudanças. Foi assim com o MySpace, o Orkut, Twitter (e aquela mania insuportável de “me segue”), o Facebook, o Google Plus e agora com o Instagram. Não menos importantes, vou citar também o ICQ, MSN e os Bloggers. As pessoas migram de um para o outro, em grande parte dos casos, os relacionamentos e círculos permanecem os mesmos e os comportamentos se repetem.
    No auge de uma “exaustão” de compartilhamentos, gifs, mensagens animadas, vídeos, álbuns com milhares de fotos e muitos “me segue”, alguma mente brilhante decide que está na hora de “despoluir” os círculos sociais e criar uma nova rede social (que em breve, provavelmente virará hit virtual). Os que se consideram “alta casta”, que é aquela minoria que mencionei anteriormente (e que possui uma estranha mania de se mostrar alheio e superior a tudo isso), são os primeiros a migrarem para a nova rede. Depois vem aquela galera que briga e discute por causa das malditas correntes e imagens de doenças, acidentes e pessoas em estado terminal. Por último, a “classe C/D/E” chega para “poluir e inundar” o novo circulo com suas imagens, gifs e tudo que a gente já conhece.

    Ah esqueci de mencionar os grupos, comunidades, páginas e afins, que no início são super úteis e informativos, mas que com o passar do tempo começam a brigar por views, likes e participantes criando promoções, sorteios e parcerias mirabolantes a fim de promover seus serviços de publicidade. Paralelo a estas estão as páginas de Amor, Sentimentos, Doenças Bizarras, Chapolins, “Babys” e Willy Woncas. Está identificando tudo que estou falando né? Apesar de ser formada em comunicação e de ter estudado um pouco dos meios de comunicação de massa e virtuais, não é preciso graduação para chegar as conclusões que falei. Superficialmente, tenho plena certeza de que mil redes sociais ainda virão e mil vezes passaremos por situações parecidas ou iguais, isso porque temos mudanças sociais que vem facilitando muito a vida e o acesso das pessoas (independente da cultura, tradição, educação e princípios e classe social). As redes são abertas a todos, por isso temos todo tipo de “gentes” participando delas, isso é um fato e precisamos aprender a conviver com as diferenças (e com as correntes rs).  

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